Vou te contar como consigo 70% de abertura em e-mails

Nas contas RD Station que eu e meu time gerenciamos aqui na Astronauta Martech, temos visto taxas de abertura de e-mail que chamam a atenção do mercado. Quando puxei os dados dos últimos 100 disparos da minha conta pessoal, a média chegou a quase 70% de taxa de abertura. No primeiro semestre desse ano essa média foi de 65% e no segundo semestre do ano passado ela foi de 76%.

 

Este número que impressiona até quem trabalha com e-mail marketing todos os dias.

 

Média de abertura dos últimos 100 e-mails marketing disparados na minha conta pessoal. 

E o mais interessante: isso não acontece só nas nossas contas internas. Temos clientes batendo 60% e até 65% de abertura, enquanto a média de mercado gira em torno de 28%. Ou seja, mesmo em segmentos competitivos, é possível alcançar resultados muito acima da média com as estratégias certas.

 

Quero te contar um pouco de como a gente faz isso por aqui — e o que pode estar faltando na sua estratégia para atingir esses números também.

 

Um dos grandes diferenciais por aqui é a hiperpersonalização.Entender a história de quem está na sua base é muito mais poderoso do que simplesmente saber que aquela pessoa é um “lead”.A gente acredita que cada contato carrega um contexto — e é justamente isso que faz a diferença na hora de se comunicar.

 

Temos casos em que uma simples newsletter poderia ser enviada de uma só vez para toda a base, mas escolhemos ir além: dividimos esse público em grupos menores, com dores, momentos e necessidades diferentes. Isso aconteceu nesta semana. Hoje pela manhã fizemos o envio da nossa newsletter pro mercado de Educação e Ensino. Foram 7 e-mails diferentes.

 

Newsletter falando dos insights do Google Education Summit 2025. 

Essa atenção aos detalhes muda completamente a taxa de engajamento — porque, no fim das contas, as pessoas não querem e-mails; elas querem relevância.

 

Quando eu falo sobre personalização, não estou falando apenas de criar assuntos diferentes para listas diferentes.A ideia vai muito além disso: é construir e-mails que realmente conversem com cada segmento da audiência, com uma linguagem e proposta que façam sentido para aquele grupo específico.

 

Mas tudo começa — sem exceção — pelos assuntos.Um movimento que costumo fazer com frequência é exportar os últimos disparos do RD Station e, com o apoio do Galileo, analisar o padrão de escrita dos assuntos que geraram mais engajamento.Essa análise mostra quais palavras, tons e estruturas despertam mais curiosidade e abrem o caminho para um conteúdo que realmente conecta.

 

Assuntos selecionados para o envio da newsletter. 

Definir os assuntos certos começa por entender profundamente os segmentos da sua audiência e isso vai muito além de rótulos genéricos. Cada grupo tem dores, linguagens e necessidades específicas, e é aí que mora a oportunidade de gerar conexão de verdade.

 

Nessa última newsletter que disparamos, por exemplo, criamos sete versões diferentes. Sim, sete. Porque dentro da base havia docentes, técnico-administrativos, gestores, colaboradores de apoio acadêmico — além de uma base geral, composta por contatos que ainda não identificamos o cargo.

 

Essa base geral recebe uma versão específica do e-mail que, ao clicar em um botão, leva o usuário para uma página com um elemento de conversão. Ali, ele informa seu cargo — e, no próximo disparo, já passa a receber uma comunicação segmentada, feita sob medida para o seu perfil.

 

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O mais legal é que, ao longo da construção, a gente vai entendendo novos conteúdos que podem ramificar dessa tarefa. Como esse artigo que estou escrevendo aqui, porque muitas das pessoas que são conectadas comigo são de agência e se eu posso ensinar alguma coisa eu vou ensinar, sempre!

E aqui vai um ponto importante: personalização demanda tempo. Essa newsletter levou cerca de três horas de trabalho, sendo duas horas e meia dedicadas à escrita e revisão dos e-mails. Porque se são sete envios diferentes, então também são sete mensagens únicas — cada uma pensada para falar com a pessoa certa, do jeito certo.

“Mas isso funciona?” Pra nós, funciona muito.Esta newsletter saiu hoje, em envios sequenciados entre 8h e 9h. Os resultados que mostrei nos relatórios do Reportei (filtrados pelo identificador da campanha gerado no Runrun.it) já trouxeram retorno direto: um mantenedor (cliente) respondeu pedindo reunião para revisar o planejamento de pós-graduação e três inscritos que ainda não são clientes responderam pedindo formas de levar o conteúdo para seus times. Um deles já agendou reunião para hoje à tarde. Em poucas horas, conteúdo segmentado virou conversa qualificada e oportunidade real.

 

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Ver esse tipo de retorno é o que reforça nossa convicção de que vale a pena investir tempo em relevância e personalização.Porque, no fim das contas, o que faz diferença não é o volume de e-mails enviados, mas a qualidade das conversas que eles geram.E é sobre isso que eu quero continuar falando — sobre como transformar e-mail marketing em uma ferramenta real de relacionamento e resultado.

 

Depois de ver o quanto essa estratégia tem funcionado, estou pensando em abrir uma nova edição da minha Sala Secreta — naquele formato que alguns já conhecem —, só que desta vez focada inteiramente em e-mail marketing: personalização, segmentação, copy, automação e métricas que realmente importam.

 

Ainda estou desenhando como vai funcionar, mas deixo a pergunta: você e seu time topariam entrar comigo nessa? Comenta aqui marcando seu time pra eu saber...