Eduardo Campos fez uma pergunta.
Nas contas RD Station que eu e meu time gerenciamos aqui na Astronauta Martech, temos visto taxas de abertura de e-mail que chamam a atenção do mercado. Quando puxei os dados dos últimos 100 disparos da minha conta pessoal, a média chegou a quase 70% de taxa de abertura. No primeiro semestre desse ano essa média foi de 65% e no segundo semestre do ano passado ela foi de 76%.
Este número que impressiona até quem trabalha com e-mail marketing todos os dias.
E o mais interessante: isso não acontece só nas nossas contas internas. Temos clientes batendo 60% e até 65% de abertura, enquanto a média de mercado gira em torno de 28%. Ou seja, mesmo em segmentos competitivos, é possível alcançar resultados muito acima da média com as estratégias certas.
Quero te contar um pouco de como a gente faz isso por aqui — e o que pode estar faltando na sua estratégia para atingir esses números também.
Um dos grandes diferenciais por aqui é a hiperpersonalização.Entender a história de quem está na sua base é muito mais poderoso do que simplesmente saber que aquela pessoa é um “lead”.A gente acredita que cada contato carrega um contexto — e é justamente isso que faz a diferença na hora de se comunicar.
Temos casos em que uma simples newsletter poderia ser enviada de uma só vez para toda a base, mas escolhemos ir além: dividimos esse público em grupos menores, com dores, momentos e necessidades diferentes. Isso aconteceu nesta semana. Hoje pela manhã fizemos o envio da nossa newsletter pro mercado de Educação e Ensino. Foram 7 e-mails diferentes.
Essa atenção aos detalhes muda completamente a taxa de engajamento — porque, no fim das contas, as pessoas não querem e-mails; elas querem relevância.
Quando eu falo sobre personalização, não estou falando apenas de criar assuntos diferentes para listas diferentes.A ideia vai muito além disso: é construir e-mails que realmente conversem com cada segmento da audiência, com uma linguagem e proposta que façam sentido para aquele grupo específico.
Mas tudo começa — sem exceção — pelos assuntos.Um movimento que costumo fazer com frequência é exportar os últimos disparos do RD Station e, com o apoio do Galileo, analisar o padrão de escrita dos assuntos que geraram mais engajamento.Essa análise mostra quais palavras, tons e estruturas despertam mais curiosidade e abrem o caminho para um conteúdo que realmente conecta.
Definir os assuntos certos começa por entender profundamente os segmentos da sua audiência e isso vai muito além de rótulos genéricos. Cada grupo tem dores, linguagens e necessidades específicas, e é aí que mora a oportunidade de gerar conexão de verdade.
Nessa última newsletter que disparamos, por exemplo, criamos sete versões diferentes. Sim, sete. Porque dentro da base havia docentes, técnico-administrativos, gestores, colaboradores de apoio acadêmico — além de uma base geral, composta por contatos que ainda não identificamos o cargo.
Essa base geral recebe uma versão específica do e-mail que, ao clicar em um botão, leva o usuário para uma página com um elemento de conversão. Ali, ele informa seu cargo — e, no próximo disparo, já passa a receber uma comunicação segmentada, feita sob medida para o seu perfil.
O mais legal é que, ao longo da construção, a gente vai entendendo novos conteúdos que podem ramificar dessa tarefa. Como esse artigo que estou escrevendo aqui, porque muitas das pessoas que são conectadas comigo são de agência e se eu posso ensinar alguma coisa eu vou ensinar, sempre!
E aqui vai um ponto importante: personalização demanda tempo. Essa newsletter levou cerca de três horas de trabalho, sendo duas horas e meia dedicadas à escrita e revisão dos e-mails. Porque se são sete envios diferentes, então também são sete mensagens únicas — cada uma pensada para falar com a pessoa certa, do jeito certo.
“Mas isso funciona?” Pra nós, funciona muito.Esta newsletter saiu hoje, em envios sequenciados entre 8h e 9h. Os resultados que mostrei nos relatórios do Reportei (filtrados pelo identificador da campanha gerado no Runrun.it) já trouxeram retorno direto: um mantenedor (cliente) respondeu pedindo reunião para revisar o planejamento de pós-graduação e três inscritos que ainda não são clientes responderam pedindo formas de levar o conteúdo para seus times. Um deles já agendou reunião para hoje à tarde. Em poucas horas, conteúdo segmentado virou conversa qualificada e oportunidade real.
Ver esse tipo de retorno é o que reforça nossa convicção de que vale a pena investir tempo em relevância e personalização.Porque, no fim das contas, o que faz diferença não é o volume de e-mails enviados, mas a qualidade das conversas que eles geram.E é sobre isso que eu quero continuar falando — sobre como transformar e-mail marketing em uma ferramenta real de relacionamento e resultado.
Depois de ver o quanto essa estratégia tem funcionado, estou pensando em abrir uma nova edição da minha Sala Secreta — naquele formato que alguns já conhecem —, só que desta vez focada inteiramente em e-mail marketing: personalização, segmentação, copy, automação e métricas que realmente importam.
Ainda estou desenhando como vai funcionar, mas deixo a pergunta: você e seu time topariam entrar comigo nessa? Comenta aqui marcando seu time pra eu saber...
Já vou aplicar!
Gostou? Me conta depois seu caso de uso por aí, vou ficar muito feliz em conhecer!